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| ‘Onde
Moram os Tatus’ resgata |
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Romance recebeu
dois prêmios nacionais e foi contemplado |
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Acaba de ser lançado “Onde Moram os Tatus – Um Punhadão de Estórias Caipiras”, romance assinado pelo jornalista Ivan Camargo e ilustrado por Binho Antunes, que tem como público alvo pessoas bem humoradas e que se interessam pelas raízes do Estado de São Paulo. O livro foi concebido em Tatuí, no interior paulista, com o propósito de valorizar a tradição caipira. Na época em que o estereotipado “Jeca Tatu”, de Monteiro Lobato, volta à cena (seu “Urupês” já está na quarta reimpressão), os caipiras de “Onde Moram os Tatus” são mais reais e menos estereotipados. Uma lendária estrada indígena, a pioneira fábrica de ferro do Brasil e a ousadia épica dos tropeiros formam o cenário do romance, ambientado na metade do século 19 e que tem seu “punhadão” de estórias inspirado na estrutura dos “causos” caipiras. A narrativa acontece ao longo da chamada “Rota do Muar”, que ligava o Rio Grande do Sul ao interior de São Paulo, aproveitando-se, em seu traçado, de diversas ramificações da lendária estrada indígena conhecida como “Peabiru”. Em particular, a estória transcorre na região de Sorocaba, onde havia o maior mercado de muares dos séculos 18 e 19. Outro ponto que permeia o romance é a fundação, apogeu e declínio da fábrica de ferro de Ipanema, a primeira do país. O texto é essencialmente ficcional, mas, ainda assim, utiliza-se de fatos folclóricos, como a “lenda” do Xiru-Gato (o bugre assaltante e assassino de tropeiros) e o fato da estrangeira que, realmente, teria se aterrorizado ao ver pela primeira vez um negro na vida. Apesar dessa base verídica, o texto não é histórico, muito menos didático. Com cada um de seus intertítulos encerrando na forma de um “causo”, com um desfecho jocoso, o livro é basicamente de humor. Seu compromisso, tal como nas narrativas caipiras, é com a ficção, com a invenção, com a lorota... Assim, o leitor conhece uma antiga e tradicional comunidade do interior, com seus tropeiros, índios, coronéis, capangas, escravos, imigrantes, benzedeiros, prostitutas e até um muar falante... Um lugar surpreendente! Afinal, é lá “Onde Moram os Tatus”! |
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| PREMIAÇÕES | |||
“Onde Moram os Tatus” recebeu dois prêmios de literatura nacionais e um estadual. No Rio de Janeiro, foi um dos premiados pelo concurso “Josué Montello”, promovido pela União Brasileira de Escritores (UBE-RJ), entidade fundada em 1958, entre outros, pelo escritor Jorge Amado. Pela mesma entidade, só que junto ao núcleo paulista da UBE, recebeu menção honrosa no 2º Prêmio de Literatura UBE/Scortecci. Finalmente, teve sua primeira edição viabilizada pela Secretaria de Estado da Cultura, de São Paulo, por meio do PAC (Programa de Ação Cultural), que selecionou o livro entre seus premiados da edição 2007/2008. Esta primeira edição teve seu projeto gráfico efetivado pelo publicitário Binho Antunes, que assina, atualmente, os desenhos do Toddynho, Bubbaloo e o “Homenzinho Azul” do cotonetes Johnson & Johnson. |
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| AUTOR | |||
Ivan Camargo, residente em Tatuí, no interior de São Paulo, é jornalista, pós-graduado em comunicação social. Atualmente, trabalha como editor do jornal “O Progresso de Tatuí”. O autor tem especialização em história da arte, adaptação de obras literárias para cinema e TV e roteiro para cinema. Já escreveu diversos curtas-metragens, um longa e quatro peças de teatro. Em 2008, somou duas distinções no II Prêmio de Literatura UBE/Scortecci. Além da menção honrosa ao livro “Onde Moram os Tatus”, foi o vencedor desse concurso nacional com a peça de teatro “O Cativeiro”. |
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| DADOS TÉCNICOS | |||
Editora: Edição do autor Ano: 2008 Serviço Informações à imprensa Para mais detalhes, ou cópia de arquivo para divulgação,
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